SEMBAMAR

Ponto de Encontro entre o Semba e o Mar que faz Amar

CRÍTICA

FLAMINGO COR-DE-ROSA

Depois da versão cantada, e da transfiguração instrumental do CD "Luanda, meu semba", obra emblemática e experiência singular na história da renovação estética da Música Popular Angolana, surge-nos "Sembamar", um disco que confirma a maturidade de Né Gonçalves, ao nível da prestação vocal, e, sobretudo, da construção textual, dois atributos fundamentais da sua personalidade artística. Este disco confirma a afeição desmedida de Né Gonçalves pela música, e vem reforçar a plasticidade do seu investimento em harmonias complexas, reservando sempre um espaço de diálogo com o ritmo mais conhecido dos angolanos e, particularmente, dos luandenses, concretizado na canção, "Sembamar", tema que dá título ao CD.

Infinitamente versátil, Né Gonçalves demonstrou que é tão melódico quanto ritmado, e que está sempre numa constante metamorfose criativa, sugerindo universos textuais em que a nostalgia da tradição, se junta ao mar, com o calor do amor, fazendo emergir a "cadência da dikanzan, tendo o aluar" como fiel testemunha. No fundo, a Sembamar é o semba namorando o mar. Pela magnitude dos arranjos e preocupação metafórica dos textos, a Sembamar propõe uma paisagem musical única, no conjunto das novas tendências da discografia angolana mais recente, e Né Gonçalves inscreve o seu nome, com letras de ouro, na vanguarda dos que lutam pelo prestígio, e expressão internacional, efectiva, da Música Popular Angolana.

Desde a distorção das guitarras, ao preenchimento das teclas, passando pela poeticidade das cordas, ao nível dos arranjos, incluindo, obviamente, a dimensão metafórica do texto, "Sembamar" é também uma carta de amor redigida a todos os apaixonados, que atravessam a ponte do belo e que tenham a intenção, resoluta, de "voar para Benguela/ num flamingo cor-de-rosa"
Jomo Fortunato

 

LETRAS DO ÁLBUM

Semba canção onde a batida de Kazucuta se mistura com uma guitarra de blues que dialoga com a voz, romanceando um sorriso de menina, rasgado pelas asas cor-de-rosa do flamingo, certeza do regresso, e o beijo ardente à sombra de violinos.

Nhami nhami meu
meu nhami nhami
o sabor dos lábios teus

Se Olopito cada dia mais bonito era teu
teu nhami nhami fez teu olopito meu

Pés descalços com missangas na canela
nas areias da restinga
pisam forte e deixam marcas na minha alma

Tão aberto o teu sorriso de menina
como as asas de um flamingo, num domingo
numa manhã de ondombo, de cacimbo

Sonha um tempo que já foi
a ternura que não teve
do colo da vavó Ngueve


Lembra a infância que passou
o lugar onde nasceu
no quimbo do soba grande

Cheira a chuva, flores do campo e cafenela
como a pele escura dela, mistura café e canela
haka ombela

Aroma de maçaroca a carapinha
nos teus olhos o assalto de felina
por ela se maguelei e tombei
ame ndu kussole tchalua

Por ela se maguelei e tombei
a mais linda da sanzala

Nhami nhami meu, nhami nhami meu
Nhami nhami meu
o sabor dos lábios teus


Nhami nhami meu, nhami nhami meu
meu nhami nhami
o brilho dos cabelos teus

O sabor dos lábios teus, nhami nhami
ame ndu kussole tchalua, nhami

Deixam marcas na minha alma
o sorriso de menina
os teus olhos de felina, oh nhami


Luanda, Maio de 2011
É velha, por vezes dorida, mas continua acesa a esperança, a negra mãe que nos alimenta, tão bem revelada num dueto com a internacional de raiz africana, Mariza.

Minha velha tem a dor do nosso tempo no olhar
O tempo pesa e o corpo não consegue caminhar

Dos olhos nasce essa força interior
que é Esperança e se transforma
em amor

E faz trilhar teus filhos
a sinuosa estrada
em busca de bonança
e ensina a suster as lágrimas sorrindo

Perseguem-se horizontes que se perdem
no alto mar
e com serenidade busco a Esperança
e de novo amar

Compreendo então essa tua mensagem
lição de vida a quem quiser
um sopro, nova aragem
de quem tem esperança de viver

Velha esperança
negra mãe
minha esperança
nossa mãe

Minha velha tem a dor do nosso tempo no olhar
meu grito tem a incerteza do momento de acordar

Velha esperança
negra mãe
minha esperança
nossa mãe


Luanda, Maio de 1996

Letra: Né Gonçalves/Paulino Neto
Música: Né Gonçalves
As origens de mar e amar o semba.
O neologismo do ponto de encontro entre o Semba e o Mar que faz Amar:
Mais do que o Mar e o teu calor
Mais do que o Amor é teu Sembar
Mais que o calor do teu Amor
Mais que Sembar é Sembamar

Mais do que o mar
e o teu calor
mais do que o amor
é teu sembar

Mais que o calor
do teu amor
mais que sembar
é sembamar

É Sembamar

Sembamar é o semba da gente
que sabe amar
o mar que se enrola no semba e suspira
com o teu vibrar

É a rima da terra
raízes de mar
cadência do som da dikanza
ao luar

Se o semba de agora põe sal no mufete
é Sembamar
se há Gingas de angola
no areal do muceque
é Sembamar

Se a puita chama a voz da guitarra
é Sembamar
se tem sereia que brinca na areia
é Sembamar

É Sembamar

É o semba da gente
que sabe amar
é a rima da terra
raízes de mar

É o mar que se enrola
no teu sembar
cadência do som da dikanza
ao luar

É a rima da terra
raízes de mar
cadência do som da dikanza
ao luar

É Sembamar
É Sembamar


Luanda, 4 a 6/06/06
O bolero/jazz soberbamente orquestrado, metamorfoseando o som de chuva que faz encher o rio e crescer o milho do camponês, que agradece a Deus o pão de cada dia e o raio de sol a iluminar a encruzilhada do caminho.

Nvula nvula
nvulê

Nvula iá noko
kimuanhu
iá bangesa kukanza
ó masa

iá xononoca
kimuanhu
i’iezalesa
ó luíji

Ngana nzambi
uá ngivu
ió uá ngi tumisa
ó nvula…

Muene
ubana ó nguzu
ku maku mami
mu díbia

Ngá mu sakidila
mu izua iôso
ó mbolo iá anami

Ngá mu kambe
mu ku sanguluka
kuá sanzala
ni luanha luatu
mu pambu iá njila

Mu pambu iá njila
mu pambu iá njila
ni luanha luatu
mu pambu iá njila

Nvula nvula nvulê

Ya njila
mu pambu ya njila

Nvula nvula nvulê

O andar de menina n’areia de mar com sabor a coladera com ritmo de semba.

Andá mnina criola
n’areia d’mar
gingá na areia na Angola
na luz d’luar

Riscá poesia n’areia criola
bo caminhar
na noite quente bo passo, serenata di cretcheu
tem ritmo d’semba

Canta bô canção
trazê morabeza pa mi

Abri bô coração
ess coladera é pa bo

Bem bem bem
bem cintilante pa mi

Bem bem bem
bo sorriz é nha jardim

Bem bem bem
bem c’duçura pa mi

Bem bem bem
oh pétala de jasmim

Mnina d´mar
brilho na olhar
mnina d’mar
luz de nha luar

Na madrugada
abraço d’bô ondular
tem poesia, calô, sabura
d’areia d’mar
O voo do amor nas asas cor-de-rosa do pássaro que atravessa Benguela, leva o feitiço do Dombe e, no Lobito, teima em aterrar nos tons de acácia rubra dos lábios dela.

Vou voar para Benguela
num flamingo cor de rosa
vou pousar no colo dela
e em seus lábios rubro acácia

Vou à ganda e ao Cubal
se não te encontrar não faz mal
sigo até à Catumbela
talvez te encontre mais bela

Ver do alto o catchimbamba
e os verdes canaviais
que de novo me dão esperança
de te amar cada vez mais

E à noite a lua, na azul Baía
prateada no mar

Sei que foste ao Dombe para me enfeitiçar
o cantar do matrindinde despertar
na Kaponte ao teu ouvido murmurar
na Caotinha te abraçar

E à noite a lua, na azul Baía
prateada no mar
oh moreninha
a noite é minha
na restinga vou te amar

Vou te amar
luazul baíanoitéminha
moreninha, vou te amar

Na restinga vou te amar
A balada das ondas do mar que vêm do horizonte, envolvem sonhos, aconchegam e se desfazem em desejos.

Onda vem
envolver meus sonhos
teu olhar risonho
e navegar

Nos meus braços
desfazer desejos
afogar-te em beijos
no meu mar

Onda vem
do horizonte
caminho do sol brilhar
vem, galopa pelos montes

Onda vem
me aconchegar

Se eu pudesse
onda ser
e no oceano te encontrar
mesmo se tu não quisesses
eu iria te buscar

E se não te convencesse
para ver teu ondular
juro que te esperava
à beira mar

Onda vem, onda vem
onda vem, onda vem
O vazio deixado pela corda do violão repentinamente partida, gera o fim das harmonias e das ilusões, do mel das paixões e o pôr-do-sol do sorriso que é preciso pra fazer canção

Partiu-se uma corda do meu violão
quebrou-se o compasso do coração

É o fim das harmonias e das ilusões
o vazio do mel das paixões
o abismo que na terra se espalhou
o pôr-do-sol do sorriso que é preciso
p’ra fazer canção

Partiu-se uma corda do meu violão
quebrou-se o compasso do coração

Com essa corda quebrada
perco o tom e sou menos eu
é ela que liga aos sonhos meus
o encanto perdido do mundo meu

Com essa corda quebrada
perco o tom, sou menos eu
é igual à partida de amores meus
quem se quebrou afinal fui eu

Partiu-se uma corda do meu violão
Partiu-se uma corda do meu violão

Fim das harmonias, ilusões
vazio do mel das paixões
o sorriso que é preciso pra fazer canção
quem se quebrou afinal fui eu

Afinal fui eu


Né Gonçalves
Luanda, Jan. 1996
O retrato do drama da noite da Dama e da longa espera do Ndengue pelo colo já sem ardor do único amor que tem

Era uma dama da via
dona exclusiva da esquina
que à noite sustentava
o candengue que dormia

Tissagens soltas ao vento
olhos que mudam com o tempo
curtas saias, novos brilhos
calor, cacimbo, ao relento

Na esperança de uma esteira
onde deixava o suor
protegida pela lua
sem dar nem receber amor

Só beleza pura tinha
esperas longas como os saltos
tão altos como a vontade
de dali sair um dia

O ndengue chorava
chorava, sofria
o ndengue esperava
pelo novo dia

Convidada p’ra dançar
num salão da alta roda
cresceu sonho e ilusão
da mais bela do salão

Entregou o corpo e a mente
sentiu outro sentimento
no encanto e tom galante
do seu novo paciente
Cântico italiano de amor à “bambina mia” com perfume a maresia…

Il mio amore per te
è come il mare
la sensazione di non saper
dove finire

Il mio amore per te
è come il vento
che forte soffia
e porta via tutta la stanchezza

Il mio amore
è um profumo di mare
è la frontiera dov’ inizia
la fantazia

Lia

Il cantico dello spuntar dell’alba
splendore degli occhi tuoi
per allontanare
la mia solitudine


Piango
il tempo lasciato passare
il mare da navigare
nell’incertezza
se tu ritornerai

Canto
bambina mia
amore mio
fiore di murrina
su vero vetro di murano
Quando o violão ecoa no coração, junta os amigos do peito e põe estilos musicais (sembas, rebitas ou kilapangas) ao lado dos pratos da terra, inspirando arranjos com as raízes da nossa identidade e tendências universais.

O som veio do violão
bateu fundo no coração

Juntou no quintal
os amigos do peito
e no nosso jeito
o coro fez multidão

Na união da dikanza e do mufete
a ngaieta fez desfilar a rebita
e o semba surgiu de repente
com o cacusso do Dande e do Panguila

Chegou de Malange o usse e a ginguinga
inspiração do vibrar da marimba
sacafolha e maiaca o sabor de Cabinda
o Uíge saudou com muteta
do sul verde lombi
como eu nunca

Despertaram os tambores
soltaram kilapangas e amores
da ilha do cabo
nosso muzongué e a mabanga
e à sombra da mulembeira
a esteira
virou palco de masemba

Juntamos sentimentos de alegria
recordamos momentos antigos de euforia
pusemos tristeza de lado
que faz parte do passado
o som trouxe a voz da harmonia

O som veio do violão
bateu fundo no coração

Dikanza, ngaieta, rebita
kilapangas, tambores, marimbas a dançar
o som como a fogueira crepita
o semba, a esteira e a massemba

O som veio do violão
bateu fundo no coração

Uma música surpreendente na mistura de estilos e como uma guitarra de cá se junta às harmonias de lá, na outra margem do atlântico…

O sol nasceu, brilhou, sorriu
a cheia lua devagar tudo cobriu

Escondeu o ardor do teu amor
restou o frio
e a escuridão ao meu redor

Mas mesmo assim, tudo p’ra mim ficou mais claro
a coroa do teu sol irradiando luz
de amor tão raro

Valeu a pena o instante em que quase te perdi
p’ra mostrar que não suporto
o instante seguinte sem ti

Brilha meu sol
vem de novo
rasga o luar,
faz-me feliz com teu fogo

Meu sol maior
total circular
puro astro amor
aquece a brisa do mar

Sem ti nada sou meu astro amor
vem de novo
aquece a brisa do meu mar
faz-me feliz com teu fogo

Meu sol maior
total circular
puro astro amor
aquece a brisa do mar

Oh luz de amor tão raro
Se não dá, dá um fim, é melhor ser assim, porque melhor que qualquer desencontro é viver qualquer sonho e ficar amizade…

Tanto tempo passou
tudo fiz p’ra entender
teus genes secretos
teus mundos fechados, abertos
teu íntimo som

E quis ser um violão
para tocar teu coração
fazer vibrar as cordas da vida
e acabar essa solidão

Mas você nem sequer me quis ouvir
negou meu som, meu compasso
fechou todas as janelas
e recusou meu abraço

Ninguém quer ser apenas
um instrumento de prazer
serei se não contar o meu querer
mas só o que você quer

Se não dá
dá um fim
é melhor ser assim
nunca vamos mudar
se não dá
dá um fim

Melhor é viver qualquer sonho
que qualquer dos desencontros
é tempo de parar
tanto tempo a sonhar
que o melhor vai chegar
já não dá!

Se não dá
dá um fim
é melhor ser assim
nunca vamos mudar
se não dá
dá um fim

Tanto tempo passou
foi tão bom entender
que seja lá qual for o salto
baixo, alto ou sobressalto
temos tudo para ter
amizade de verdade

Tanto tempo passou
foi tão bom entender
que temos tudo p’ra poder
amigos para sempre ser

Melhor é viver qualquer sonho
que qualquer dos desencontros
Homenageando Mestre Geraldo, numa obra de recuperação da massemba, a melodia de Né Gonçalves junta a mestria da pena do poeta Fred Corsa e arranjos musicais verdadeiramente sublimes e inovadores

Na rebita conheci Lemba
bessangana bela e ardente
em volteios na massemba
dançamos na sala alegremente

Lemba d’iami n’gakuzolo
murmurei p’ra ela baixinho
peguei-a suavemente ao colo
beijamo-nos com carinho

Lemba d’iami n’gakuzolo

N’ga Zuá dikota mestre sala
com voz vibrante, sem eco
dirige a dança de gala
ao som da n’gaieta e reco

Lemba d’iami n’gakuzolo

Lelo n’gacuca, cansado
da puita, dikanza, tambor
recordo a Lemba dançando
a rebita meu folklore

Lelo n’gakuca, cansado
da puita, dikanza, tambor
recordo a Lemba dançando
a rebita meu amor

Lemba d’iami n’gakuzolo

Bessanganas à esquerda
Cavalheiros à direita

Vamos embora
alinhar a roda

Bessangana na massemba
Lemba d’iami bessangana

Massemba da tradição
recordar Mestre Geraldo

Bessangana na massemba
Lemba d’iami bessangana


Letra: Fred Corsa (Alfredo Cordeiro dos Santos)
Adaptação da letra: Né Gonçalves
Música: Né Gonçalves

FICHA TÉCNICA

1. NHAMI
Arranjo: Jorge Cervantes, Arturo Perez // Percussão: Miroca Paris Congas: Galeano Neto // Guitarra Clássica: Jorge Cervantes Baixo: Rafael Castro // Guitarra Eléctrica: Miguel Mascarenhas // Violino Solo: Yi Huan Zhao // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Clara, Anna Kostyuchek, Miskar Nuitez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang, Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

2. VELHA ESPERANÇA
Arranjo: Sergio Valdeos, Franco Chi rife, Jorge Cervantes // Percussão: Luis Quintero // Guitarra Clássica: Sergio Valdeos // Contra Baixo: Carlitos del Puerto // Bandurria: Jorge Cervantes // Clarinete: John Tagmier // Flugel: Brian Swartz // Violinos: Yi Huan Zhao, Arnbmise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Anna Kostyuchek, Miskar Nuriez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos:Maksim Velichkin,Yao Wang, Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

3. SEMBAMAR
Arranjo: Jorge Cervantes, Franco Chirife // Bateria: Dinho Silva // Dikanza e Cowell: Ze Fininho // Congas: Joãozinho Morgado // Guitarra Clássica: Texas // Baixo: Mias // Guitarra Eléctrica: Teddy // Trompetes: Fernando Mufioz, Javier Arevalo // Saxofone: Segundo Mijares // Trombone: Joulien Ferrer // Coros: Livongh, Aninhas, Sara

4. NVWLA
Arranjo: Franco Chirife // Bateria: Vinnie Colaiuta // Congas: Joãozinho Morgado // Guitarra Eléctrica: Ramon Stagnaro // Contra Baixo: Carlitos del Puerto // Piano: Cheche Alara // Bandoneon: Coco Trevisiono // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Anna Kostyuchek, Miskar Nuriez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang, Yosika Masuda Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

5. CRIOLA DE ANGOLA
Arranjo: Toy Vieira, Segundo Mijares // Bateria: Cau Paris // Percussão e Congas: Miroca Paris // Guitarra Clássica: Toy Vieira // Baixo: Pedrito // Piano: Anuro Perez // Cavaquinho: Toy Vieira // Trompetes: Fernando Munoz, Javier Arevalo // Saxofone: Segundo Mijares // Trombone: Joulien Ferrer // Flugel: Tomas Pimentel // Coros: Toy, Calu Moreira

6. FLAMINGO COR DE ROSA
Arranjo: Jorge Cervantes, Franco Chirife // Guitarra Acústica: Jorge Cervantes // Baixo: Rafael Castro // Piano: Arturo Perez // Violoncello Solo: Maksim Velichkin // Coros: Livongh, Aninhas, Sara // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Anna Kostyuchek, Miskar Nufiez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang, Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

7. ONDA
Arranjo: Arturo Perez // Bateria: Vinnie Colaiuta // Percussão: Luis Quintero // Baixo: Carlitos del Puerto // Guitarra Eléctrica: Ramon Stagnaro // Piano: Cheche Alara // Teclados: Arturo Perez // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gira, Anna Kostyuchek, Miskar Nitri ez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rocio Marron, Matt Witmer Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang,Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

8. CORDA QUEBRADA
Arranjo: Sergio Valdeos // Bateria: Vinnie Colaiuta // Percussão Brasileira: Luis Quintem // Guitarra Clássica: Sergio Valdeos // Baixo: Carlitos del Puerto // Clarinete: John Tagmier // Flugel: Brian Swartz // Flauta: Katisse Buckingham // Coros: Livongh, Aninhas, Sara // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Anna Kostyuchek, Miskar Nufiez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rocio Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang,Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

9. DAMA DA VIA
Arranjo: Arturo Perez // Bateria: Vinnie Colaiuta // Percussão: Luis Quintero // Baixo: Carlitos del Puerto // Guitarra Clássica e Eléctrica: Jorge Cervantes // Teclados: Arturo Perez // Coros: Livongh, Aninhas, Sara // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Anna Kostyuchek, Miskar Nufiez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang,Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

10. SOM DO VIOLA
Arranjo: Franco Chirife, Jorge Cervantes // Bateria: Stelio Zoe // Piano: Cheche Alara // Dikanza e Cowell: Ze Fininho // Congas: Joãozinho Morgado, Yasmane Santos // Guitarra Clássica: Jorge Cervantes // Baixo: Carlitos del Puerto Pedrito // Guitarra Clássica Solo: Ramon Stagnaro // Teclados: Franco Chirife // Trompetes: Fernando Mu noz, Javier Arevalo // Saxofone: Segundo Mijares // Trombone: Joulien Ferrer // Coros: Livongh, Aninhas, Sara

11. PROFUMO Dl MARE
Arranjo: Arturo Perez // Bateria: Vinnie Colaiuta // Percussão: Luis Quintero // Baixo: Carlitos del Puerto // Guitarra Clasica e Eléctrica: Ramon Stagnaro // Piano: Cheche Alara // Teclados: Arturo Perez // Violinos: Yi Huan Zhao, Ambroise Aubrun, Luanne Homzy, Etienne Gara, Atina Kostyuchek, Miskar Nufiez, Mira Khomik, Sean Bradley, Rachel Grace, Ray Reinebach, Shelly Shi, Kevin Lin, Carissa Gibson, Alex Granger, Andy Graybill & Margaret Wu // Violas: Yi Zhou, Aaron Oltman, Rodo Marron, Matt Witmer // Violoncelos: Maksim Velichkin, Yao Wang, Yosika Masuda, Irina Chirkova // Contrabaixo: Tom Harte

12. ECLIPSE
Arranjo: David Pinto, Segundo Mijares // Congas e Bongo: Kachiro Thomson // Timbal e Percussão menor: Robert Vilera // Contra Baixo: David Pinto // Piano: Franco Chirife // Trompetes: Fernando Mu noz, Javier Arevalo // Saxofone: Segundo Mijares // Trombone: Joulien Ferrer // Coros: Livongh, Aninhas, Sara

13. PAMBWYA NJILA
Arranjo: Livongh // Produção: Livongh // Percussão: Yasmane Santos // Guitarra Baixo: Ferro Guitarras, Ritmo e Solo: Texas // Teclas: Livongh // Violinos: Inês Vieira // Bateria: Stelio Zoe Dikanza e Percussão ligeira: Yasmane Santos // Coros: Livongh e Branca

14. INSTRUMENTO
Arranjo: Jorge Cervantes // Bateria: Jonas lmbert // Congas: Miroca Paris // Guitarras: Jorge Cervantes // Baixo: Rafael Castro // Teclados: Arturo Perez // Trompetes: Fernando MUT-70Z, Javier Arevalo // Saxofone: Segundo Mijares // Trombone: Joulien Ferrer // Coros: Livongh, Aninhas, Sara

15. REBITA AMOR
Arranjo: Jorge Cervantes // Bateria: Dinho Silva // Dikanza e Cowdl: Ze Fininho // Congas: Joãozinho Morgado // Guitarra Clássica: Jorge Cervantes // Baixo: Mias // Teclados: Mikeias // Violino: Maria Elena Pacheco // Flauta: Katisse Buckingham // Coros: Livongh, Aninhas, Sara // Direção Orquestra: Arturo Perez - 1,4,7,8,9,10 Arturo Solar- Z4,6

Gravado nos estúdios: Andinos-Lisboa Portugal -Jorge Cervantes/Elton Sousa Letras e Sons -Luanda Angola- Jorge Cervantes/Elton Sousa/Idalecio Radio Vial -Luanda Angola- Jorge Cervantes SomArte -Luanda Angola- Jorge Cervantes East West-LA USA - Jeremy Miller/Keith Munson United Recorri-LA USA-Don Murray - Jorge Cervantes/Scott Moore BMAX - Livongh LETRAS E SONS - Valdemar Skylight Recording-NJ USA - Guido Diaz Flux Studios-NY USA - Daniel Sanint Infinity-Madrid Espanha - Pedro y Pablo Pedra da Gávea-Rio de Janeiro Brasil - Tarcisio Schellin. (Outubro 2014-Agosto 2015)
Misturado e masterizado por: Jorge Cervantes Andinos Studios (Novembro 2015)
Artwork e Fotografias: Bernardo Gramaxo Aguarelas: Miguel Gonçalves